Hoje assinala-se o 136.º aniversário de nascimento da escritora Virgínia Wolf. Eu gosto bastante de Virgínia e achei que era um bom nome para abordar depois de ontem ter mencionado nomes que remetem para outras coisas. Neste caso, há uma ligação óbvia à palavra virgem - óbvia e incontornável, já que é este o seu significado. Mas sempre que menciono o nome Virgínia há quem fale de ser um nome muito propício a trocadilhos com a palavra vagina, o que, claro!, não é algo que encante particularmente quem está a escolher o nome para uma filha. Porém, isso não foi impedimento para várias famílias portuguesas ao longo do século XX, já que Virgínia era um nome relativamente comum até meados da década de 70 e, como tal, é possível que este seja o nome de avós, mães e tias de quem me está a ler! E eu, que até nem sou nada destas coisas, sou obrigada admitir que este é um daqueles nomes que eu acho que funcionam muito bem numa adulta, mas que talvez seja difícil de gerir para algumas crianças - e daí talvez o baixíssimo número de registos [um] em 2017.
Ainda assim, é um nome de que gosto mesmo muito - longo, ritmado, com muita personalidade e que poderia ter como diminutivo o meu adorado Gigi. Ou Ginny, como é comum nos EUA. E já que falamos nisso, sabiam que Virgínia foi o nome escolhido para a primeira bebé nascida entre os colonos ingleses em solo americano? O nome foi escolhido em homenagem à rainha Elizabeth I, a Rainha Virgem, que também está na origem da nomeação do Estado norte-americano da Virgínia.
[ironicamente ou não, Virginia Johnson foi uma sexologista, pioneira do estudo do Ciclo da resposta sexual humana, cujo trabalho deu origem à série de televisão Masters of Sex].



